Mercado Livre ABSOLAR 2025: Avanços da Energia Solar no ACL
O Mercado Livre de Energia está em plena expansão no Brasil, oferecendo aos consumidores maior liberdade de escolha, economia e acesso a fontes renováveis. Nesse contexto, a energia solar fotovoltaica se destaca como protagonista, impulsionando a transição energética e contribuindo significativamente para a matriz elétrica nacional.
No dia 10 de abril de 2025, o Teatro B32, em São Paulo, sediou o evento Mercado Livre ABSOLAR, promovido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). O encontro reuniu líderes do setor, autoridades e especialistas para debater os avanços e desafios do Ambiente de Contratação Livre (ACL), destacando temas como a regulamentação do armazenamento de energia, os impactos dos cortes de geração (curtailment) e as perspectivas de crescimento da energia solar no país.
Neste artigo, exploraremos os principais pontos discutidos no evento, analisando como as inovações e políticas públicas podem moldar o futuro do mercado livre de energia e consolidar a posição da energia solar como pilar da sustentabilidade no Brasil.
O Mercado Livre ABSOLAR, realizado em 10 de abril de 2025 no Teatro B32 em São Paulo, reuniu líderes do setor solar, autoridades do sistema elétrico e parlamentares para debater os caminhos para consolidar o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e garantir crescimento sustentável da fonte solar no Brasil. Entre os destaques estiveram a ampliação da demanda, a urgência na regulamentação do armazenamento energético e o enfrentamento dos cortes de geração (curtailment), além de propostas legislativas e perspectivas de futuro que incluem leilões de baterias, incentivos fiscais e novas frentes de demanda como hidrogênio verde, data centers e eletromobilidade.
Expansão da Demanda e Papel da Energia Solar
“Há grande potencial de expansão da energia solar até 2032, um processo sem volta, em nossa visão”, afirmou Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da ABSOLAR, abrindo o evento com otimismo em relação à evolução do setor. Hoje, a fonte solar já responde por 22% da potência gerada na matriz elétrica brasileira, sendo a segunda tecnologia mais relevante no País.
Em 2024, o Brasil bateu recorde de novas instalações de energia solar, adicionando 14,3 GW, o que elevou a capacidade operacional acumulada para 52,2 GW ao final do ano. Já em março de 2025, essa capacidade alcançou cerca de 55 GW, distribuídos entre 37,4 GW em geração distribuída e 17,6 GW em usinas de geração centralizada.
Desde 2012, o segmento solar movimentou mais de R$ 72,7 bilhões em investimentos e gerou mais de 510 mil empregos verdes, fortalecendo sua relevância econômica e social.
Consolidação do Ambiente de Contratação Livre (ACL)
O ACL já representa mais de 43% do consumo elétrico nacional, com cerca de 65 mil novas unidades consumidoras ingressando apenas em 2024, ampliando a liberdade de escolha e a economia para as empresas e indústrias. Para consolidar esse mercado, é fundamental avançar na regulamentação de sistemas de armazenamento e na compensação financeira pelos cortes de geração (curtailment).
Regulamentação do Armazenamento e Combate ao Curtailment
Marcio Trannin, 1º Vice‐Presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, destacou que o curtailment representa a “maior dor” do setor, com perdas na casa de R$ 1 bilhão anuais, e defendeu a realização de leilões de baterias para mitigar esse impacto ABSOLAR. Além disso, reforçou a necessidade de escuta ativa por parte do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para ajustar protocolos operacionais e minimizar paralisações de usinas fotovoltaicas.
Envolvimento do Legislativo e do Sistema Elétrico
Atuação Parlamentar
O Senador Irajá Silvestre Filho (PSD-TO) enalteceu o papel das renováveis na transição energética e defendeu seu projeto de lei PL 2562/2011, que concede incentivos fiscais ao setor solar, “um vetor de desenvolvimento econômico e preservação ambiental”.
Perspectivas do ONS e da CCEE
Arthur da Silva Santa Rosa, Gerente Executivo de Procedimentos e Desenvolvimento da Operação do ONS, listou medidas urgentes, como a melhoria dos sistemas de previsão de cortes em tempo real, a programação determinativa para usinas fotovoltaicas e a expansão de infraestrutura de transmissão e armazenamento, além dos desdobramentos da Consulta Pública 45 da ANEEL sobre curtailment.
Adriana Sambiase, Gerente Executiva de Cadastros e Contratos da CCEE, ressaltou o empoderamento do consumidor e a democratização do acesso à energia limpa, apontando que a CCEE trabalha para simplificar processos e facilitar negócios no mercado livre.
Incentivos, Políticas Públicas e Segurança Jurídica
Talita Porto, Diretora Técnico‐Regulatória da ABSOLAR, defendeu a adoção de novas tecnologias, o Leilão de Reserva de Capacidade e os benefícios do REIDI (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura), que desonera a implantação de projetos, além de destacar a interlocução com a ANEEL para garantir segurança jurídica ao setor.
Perspectivas Futuras
Segundo Camila Ramos, Vice‐Presidente de Investimentos e Hidrogênio Verde da ABSOLAR, em 2025 será possível, pela primeira vez, uma geração na escala de GW, estimada entre 3 GW/h e 12 GW/h, impulsionada por leilões e novas demandas como hidrogênio verde, fornecimento a datacenters e eletromobilidade.
Conclusão
O Mercado Livre ABSOLAR 2025 reforçou que a energia solar está pronta para dar um salto definitivo no ACL, desde que haja avanços regulatórios em armazenamento e curtailment, incentivo à inovação e segurança jurídica.
A Energy Libra, alinhada a esses princípios, continua investindo em soluções completas de geração distribuída, armazenagem e sistemas híbridos para clientes comerciais e industriais, contribuindo para acelerar a transição energética e a independência elétrica de seus parceiros.